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Atirei no que vi, acertei no que não vi!

Logo que assumi meu primeiro emprego,zoo de Goiânia,foi-me apresentada a súmula de atribuições.
Entre outros serivços, eu seria: médico veterinário,nutricionista,chefe de pessoal,paisagista,chefe do museu de zoologia e, de quebra,responsável pela seleção e, envio de cobras ao Butantã;só seriam enviadas as peçonhentas.
Minha formação profissional não me credenciava a manejar e, identificar cobras.Iniciei,sem imaginar o resultado,a estudar e,trabalhar com cobras;sem falsa modéstia,me dei bem.Concomitantemente, ao trabalho,fui imaginando de que forma poderíamos beneficiar as perseguidas cobras.Me veio uma ideia; que tal iniciar um trabalho de desmistificação!Fizemos então, a primeira exposição de cobras do estado de Goiás;foi um estrondoso sucesso.Algumas escolas solicitaram a apresentação aos alunos.Escolhi algumas bem grandes e, comecei a frequentar as escolas,apresentando os animais.
A aula objetivava alguns pontos:conhecer os animais,entender seu papel de controlador de roedores,sua utilização na fabricação do soro e, o seu direito à vida.Aquelas estórias de cobra brasileira que voa:jequitiranaboia;sucuri que engole um boi;cobra que mama no seio da mãe e, o filho morre de fome,foram progressivamente, esclarecidas.
Estávamos,naquele momento,iniciando o trabalho de Educação Ambiental em zoológico;ainda não havia sequer, uma definição para o assunto.Quando nos transferimos para o zoo de Sorocaba,demos prosseguimento ao projeto que, se tornou modelo para outros zoos.
Encontramo-nos com um secretário,Luiz Marins que, aquiesceu a ideia.Montamos um equipe:Neli,Lélia,Ângela,Nila,Ana Lúcia ,Gilka e monitores.No início,fomos questionados pelo custo do programa.Argumentávamos:hoje,o zoo carrega a Educação Ambiental;amanhã será ao contrário.Neste momento, o zoo se

transformou numa escola.Fomos reconhecidos pela WWF que,patrocinou muitos programas.

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Escrito por Administrador Blog SZB